Paulo Sérgio destaca união
O jogador Paulo Sérgio mostrou que o elenco está consciente da atual situação. Na coletiva desta quarta observou que o grupo vem conversando bastante: "Tivemos uma conversa bastante franca entre todos do elenco e chegamos a conclusão que chegou o momento da reviravolta. O Palmeiras é um clube muito grande e precisa de vitórias para sobreviver. Temos consciência disso. Vamos entrar em campo domingo com tranqüilidade, perseverança e cientes da responsabilidade".
Continuando, ainda explicou o momento vivido pelo grupo: "O Palmeiras é um clube de 14 milhões de torcedores, que estão acostumados com títulos. Jogador que não quer sentir pressão, não pode jogar aqui. E todos estão conscientes disso, pois a torcida sempre esteve do nosso lado e os números provam isso. Cabe ao nosso time entrar em campo e corresponder".
Bem, o discurso está perfeito. Transferir isso da cabeça aos pés é que separa os meninos dos homens. Paulo Sérgio cantou a bola do que é necesário: tranquilidade e perseverança. Mas que um que outro centroavante ajudaria, ah, isso ajudaria...
Florentin não deixará saudade. Max treina
Pois é, nosso querido Derlis Florentín parece que pegou o banquinho e saiu. Não deixará 1/10 da saudade de outro estrangeiro que está fora... do que adianta correr se não sabe o que fazer com a bola nos pés? Hasta la vista, baby!
Já quem apareceu no treino foi o atacante Max, contratado há 15 dias junto ao América-RN. Não é famoso, mas já ouvi boas referências... o técnico Caio Jr., até pelas circunstâncias, já deu a entender que pode utilizá-lo logo: "Há a possibilidade de o Max ter uma oportunidade. O Alex Afonso também. Eles precisam mostrar que podem jogar no Palmeiras."
Palestra, qual tua defesa?
Já que a presença - consensual - do nosso caro David é momentaneamente impossível, selecionado que se encontra, qual seria nossa melhor dupla de zaga?
Nem e Gustavo? Nem e Dininho? Dininho e Gustavo? Também há a variável Edmílson... convenhamos, não é fácil.
Falando em privilégio...
Lanço a pergunta: O Edmundo poderia se movimentar mais em campo?
Antes que me xinguem, acho que é craque. A pergunta é ilustrativa...
Vejam, a atual situação pede que se chame a responsabilidade pelo time. Que se dê exemplo, corra, sue a camisa, lute nos 90' pelo time!
Na época do Scolari superávamos a falta de técnica com raça, com determinação. Agora é o momento da superação, para todos. Maior o desafio, maior a conquista. É o momento de esquecer a idade, a inexperiência, a paúra, deixar os egos de lado e por em campo suor, talento e vontade.
Então fica a pergunta: há espaço pra que os jogadores superem pequenos "vícios técnicos" e compensem, na medida do possível, a carência de um atacante com mais aplicação tática? E será o Caio Jr. capaz de extrair isso do grupo?
Preferência sim. Privilégio não...
Será que o técnico Caio Jr. daria algum privilégio aos seus pupilos ex-paranistas? Essa questão foi abordada na coletiva desta quarta. De pronto, nosso treinador esclareceu: "Preferência é normal, agora, privilegiar é outra coisa. É uma palavra muito forte".
Opinião de quem vos fala: uma das frases entoadas pela torcida quando esteve no CT, foi a de que Caio Jr. "não estava no Paraná". Daí o mal entendido. Ao cantar isso a torcida provavelmente queria apenas lembrar ao treinador que "aqui é Palmeiras", um desafio maior, e não acusá-lo de privilégios.
Bom, seja como for Caio Jr. foi em frente e respondeu. Tudo bem, mas seria melhor descartar até qualquer "preferência". Os 4 únicos critérios que um treinador deveria considerar são: 1) técnico; 2) tático; 3) físico e 4) emocional. Ou carinha bonita ganha vaga? Sr. Edmílson que o diga!
Os atravessadores da baixada?
É brincadeira? Quando o Palmeiras se interessa por algum jogador parece que o cidadão ganha um certificado de qualidade ISO 9000.
Há rumores (vejam bem, rumores) que as sardinhas da baixada estariam atrás do Kléber, atacante cujo qual o Palmeiras estaria fazendo uma proposta. Mais ainda, um amigo nosso do blog informou que a peixada havia tentado algo, digamos, antiético e que a proposta indecente já haveria sido rechaçada pelo atacante.
Ô lôco! Pelo jeito o pessoal da baixada já incorporou a Malandragem Madureira que trabalha por lá. Olho aberto Cipullo!
Denílson treinando na Academia
Denílson (como a maioria dos jogadores europeus) está em férias. Veio pro Brasil e precisava dar uma tratada no físico.
É lógico que viria consultar primeiro quem o acolheu por tanto tempo, o pessoal do Jardim Leonor. É lógico, novamente, que iriam criar algum empecilho e dar-lhe com a porta na cara. E é lógico também, que o Palmeiras com sua gentieza histórica, iria ceder-lhe a estrutura logística (equipamentos e profissionais) para seu tratamento.
Bobos nunca fomos. Arrogantes muito menos. Então por que não aproveitar a ocasião para divulgar o que temos de bom? Bem vindo Denílson, que o señor fique nos trinques depois de sua estada Acadêmica! E se essa relação pudesse evoluir... madonna!
O problema é psico?
Realmente deve ser difícil entender a mente humana. Vejamos nosso caso: contamos com os préstimos profissionais da Dra. Regina Brandão, uma das maiores "otoridades" em psicologia desportiva. Mesmo assim o fator emocional ainda é visto como um dos maiores problemas da equipe. Instabilidade nos jogos, outros não aguentando pressão... ô loco...
Será que esse aspecto virá a ter grande atenção, sendo o grande diferencial do futebol no século XXI, como foi o desenvolvimento físico na década de 60/70? Sim, por que parece existir um abismo gigantesco entre o futebol que um jogador apresenta quando tem condições motivacionais adequadas, ou quando - supostamente - não as tem.
De toda forma, na coletiva desta quarta o técnico Caio Jr. falou firme, dizendo que a pressão é inerente a grandes desafios e que será assimilada positivamente pelo elenco. "É na pressão que podemos observar melhor os jogadores" - disse na coletiva. É que se espera de um time que pretenda conquistar algo de valor, certo?
El paraguayo se fué?
MADONNA MIA! Será que a pressão tropical é demais? Mutcho sol? Pocos goles?
Quer dizer que nesta quarta-feira o atacante Derlis Florentín decidiu voltar ao Paraguai? Pegou o banquinho? Dio mio... bom, vejamos pelo lado positivo:
Se a pressão foi demais é melhor expor mesmo. Senão fica no elenco daquele jeito, timidão, murchiba, ocupando uma vaga importantíssima... pior a emenda que o soneto.
Se houve pressão, não deve ter sido nada mais do que própria dele, pq dentro do elenco ele não deve ter recebido hostilidade. Ou não?
De toda forma a "Novela do Centroavante" já está tomando proporções maiores... "A Ópera do Centravante", talvez... tem contusão, gol perdido, promessa, desistência... tá lindo!
Bom, será que no frigir dos ovos a saído do Mr. Derlis, "La garantia és mi DVD" Florentín será bem administrada pela Comissão Técnica? Será que a diretoria vai finalmente trazer o atacante ou ficará ainda mais difícil?
Seja como for sua saída abre uma vaga crucial no ataque. No próximo jogo... Alex Afonso terá sua chance...
Caio, Michael, Edmundo e...
Sobre o que veremos entrando em campo no domingo: na zaga já não arrisco nada. Com a possibilidade de escalar o Dininho, Caio Jr. terá, além dele, Nem, Edmílson e Gustavo. Pra torcida, acho que a predileção cairía sobre Nem e Gustavo. Mas tanto Dininho quanto Edmílson parecem contar com uma dose extra de confiança do treinador. Só que aguentar uma zaga que leva 3 gols tão facilmente é uma dose ainda maior!
A lateral direita deve seguir com Paulo Sérgio, que vem achando seu espaço. A esquerda pode contar com Valmir (já que o jogo é em casa e precisamos de ofensividade) no lugar de Leandro. Na meia-cancha, Pierre e Martinez, sem dúvidas (o Martinez bem que poderia subir um pouco mais ao ataque de vez em quando).
No ataque, Michael pela meia-esquerda, Caio pela direita, Ed solto pelo meio, e... e... quem Dio Mio?! Talvez a opção seja mesmo insistir com el paraguadjo, que não é possível que não faça gols tanto tempo. Ou tentar com Alex Afonso, o leão dos treinos? Ou ainda dar mais uma chance pro Cristiano, jogador que vem mostrando que se deve desconfiar de tudo que vem de graça? Bom, a decisão fica pro nosso treinador e o resultado, veremos no domingo.
Roberto Galluzzi Jr., Publicitário, 35, ouvido roqueiro e coração palestrino, frequenta as bancadas da Turiassú desde os 5 anos. Desde 96 na propaganda, trabalhou em agências paulistanas antes de montar seu próprio núcleo de criação onde desenvolve trabalhos de comunicação e design.